Daniela Lima e Fabio Serapião
A PF (Polícia Federal) cumpre hoje uma série de mandados de busca e apreensão relacionados a pessoas investigadas no caso do banco Master.
Segundo o UOL apurou, Daniel Vorcaro é um dos alvos, assim como o pai do dono do Master, Henrique Vorcaro, e outros integrantes do mercado financeiro suspeitos de terem dado lastro às fraudes na instituição (os nomes não foram revelados pela PF).
O pai de Vorcaro entrou na mira dos investigadores devido a indícios de que ele transferia bens para a família para dissimular os ativos do Master.
Outro lado: a defesa de Vorcaro disse, em nota, que não teve acesso aos autos e que o banqueiro "tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes".
Cunhado de Vorcaro, o empresário Fabiano Zettel foi preso tentando embarcar em um jatinho para Dubai, nos Emirados Árabes. Ele é alvo de prisão temporário e pode ser solto em breve.
Outro alvo de buscas da PF:
O UOL procurou a defesa de ambos e aguarda um posicionamento.
O que foi apreendido
Além de 42 mandados de busca e apreensão, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli ordenou sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões, informou a PF.A segunda fase da operação Compliance Zero tem como foco principal o bloqueio de bens de Vorcaro, familiares e de sócios. Os agentes da PF apreenderam, nesta manhã, dinheiro, carros, relógios e arma (veja fotos).
As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações.
Polícia Federal, em nota
Os mandados judiciais são cumpridos em cinco estado: São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Estados que investiram fundos de servidores em carteiras do Master são alvo de batida da PF - Rio de Janeiro e Bahia, por exemplo, têm negócios inspecionados.
A PF também fez buscas na Clinica Mais Médicos S.A, em Minas Gerais. O Banco Master teria usado a clínica em nome de laranja para elevar seu patrimônio artificialmente e mascarar a verdadeira situação patrimonial do banco, segundo a investigação.

PF apreende bens em operação contra envolvidos no caso do banco Master Imagem: Divulgação/PF
A investigação contra Mansur
O empresário Mansur já havia sido alvo da operação Quasar, que apura o uso de fundos para blindar patrimônio e lavagem de dinheiro em um esquema de fraude em combustíveis com suposta ligação com o PCC. Como mostrou o UOL, parte desses fundos também são investigados no caso Master.Nas últimas semanas, o Banco Central enviou aos investigadores da PF e Ministério Público Federal um relatório sobre o uso de fundos no caso Master.
Mansur vendeu sua participação na Reag após ser alvo da operação Quasar, da PF, e da Carbono Oculto, do Ministério Público de São Paulo.
A prisão de Vorcaro em novembro
A ofensiva marca a segunda fase da operação Compliance Zero, que levou Vorcaro e toda a cúpula da diretoria do Master à prisão no ano passado - eles foram presos no dia 18 de novembro e soltos 11 dias depois, pela Justiça de São Paulo.Vorcaro foi detido no momento em que passava no raio-x do Aeroporto de Guarulhos para embarcar rumo a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele recebeu voz de prisão de um policial federal à paisana e foi mantido preso após audiência de custódia.
O banqueiro alegou que a viagem tinha o objetivo de formalizar a venda do Master a um grupo de investidores estrangeiros.
A soltura foi determinada, em 29 de novembro, pela desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, após a apresentação de novas provas da defesa referentes à comunicação sobre a viagem.
A desembargadora ordenou que os investigados teriam de cumprir medidas cautelares. Eles estão proibidos de manter contato entre si e com testemunhas, não podem sair da cidade sem autorização da justiça, precisam entregar o passaporte e devem usar tornozeleira eletrônica.
Uol
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/01/14/operacao-banco-master.htm




