IPOs em baixa, mas captação no mercado de capitais bate recorde

IPOs em baixa, mas captação no mercado de capitais bate recorde

O valor supera os R$ 102,8 bilhões captados no mesmo período de 2021 e é novo recorde histórico

As ofertas públicas iniciais (IPOs) sumiram do mercado no primeiro trimestre deste ano, sem a ocorrência de novos registros na B3 no período. Mas isso não significou uma estagnação, pois muitas empresas resolveram lançar títulos de renda fixa no mercado. Com isso, o volume total de captações no mercado de capitais no Brasil no primeiro trimestre de 2022 chegou a R$ 105,2 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).


Desse total, a renda fixa respondeu por 85%, com captações somando R$ 89,1 bilhões de janeiro a março, o melhor primeiro trimestre para a categoria desde 2012. O número de operações pode ainda aumentar em R$ 19,7 bilhões, por conta de ofertas que estão em análise na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), conforme apurou matéria da coluna e-investidor, do jornal O Estado de S. Paulo.

O carro-chefe no primeiro trimestre foi a emissão de debêntures, com R$ 55,9 bilhões, quase o dobro do mesmo período do ano passado e um recorde para esse tipo de ativo. Nas debêntures, a Anbima destaca algumas grandes operações no período, como a Claro, que captou R$ 4,3 bilhões; a Equatorial Energia (R$ 4 bilhões); e a Iguá RJ (R$ 4 bilhões). O principal destino das captações via debêntures foi a de oferecer capital de giro para as empresas.

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