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Samsara faz IPO para levantar US$ 805 milhões na Nyse

Samsara faz IPO para levantar US$ 805 milhões na Nyse

Empresa que produz e presta serviços para conexão de carros, caminhões e equipamentos como celulares, sensores e câmeras, a Samsara Inc. promove nesta quarta-feira, dia 15, sua oferta pública inicial de ações na Nyse, em Nova York. Em busca de movimentar US$ 850 milhões com a venda de 35 milhões de ações (ticker: IOT) ao preço médio de US$ 20 a 23,00, a startup pretende atingir um valuation de US$ 11,5 bilhões no mercado acionário norte-americano, despontando assim como uma gigante do ramo da digitalização das operações de seus clientes naquilo que é chamado de "internet das coisas".

Fundada por Sanjit Biswas e John Bicket em 2015, em São Francisco, a Samsara focou desde o início suas atividades na conexão de seus futuros clientes ao desenvolver uma plataforma baseada no software Connected Operations Cloud, que opera nas nuvens em conjunto com sensores ou câmeras da própria Samsara - assim a startup fornece o ciclo completo: software, hardware e serviços.



Sanjit Biswas e John Bicket - Divulgação Samsara

A empresa vende esse software ou um pacote também com o hardware por intermédio de assinaturas que custam a partir de US$ 5 mil por ano, mas tem trabalhado mais recentemente focando clientes acima de US$ 100 mil/ano. O modelo está dando resultados, pois já são mais de 13 mil clientes. Varejo, publicidade, mídia, empresas de TI, logística e indústrias que estejam passando por uma grande transformação digital estão no alvo da Samsara, que ainda cita a área governamental, hoje ocupada em melhorar a gestão das grandes metrópoles.

A empresa prevê competir em um mercado de US$ 54,6 bilhões até o final deste ano, e de US$ 96,9 bilhões até o final de 2024. Apenas para a parte de telemetria - o monitoramento de carros ou de outros equipamentos móveis - a Samsara estima disputar um mercado de US$ 32,9 bilhões em 2021 e US$ 63,7 bilhões em 2024, de acordo com projeções do Gartner Group.

A companhia reportou uma receita anual de US$ 249,9 milhões, para uma perda de US$ 210,2 milhões no ano fiscal que se encerrou em 30 de janeiro de 2021. Resultado superior ao do ano anterior (2020), quando a receita foi de US$ 119,9 milhões para uma perda de US$ 225,2 milhões. Este ano, para os primeiros nove meses do período encerrado em 30 de outubro passado, a Samsara reportou receita de US$ 302,6 milhões para uma perda de US$ 102,3 milhões, em comparação a um ganho de US$ 174 milhões e perdas de US$ 174 milhões do mesmo período do ano anterior.

Com números que melhoram a cada período, a Samsara tem tudo para seguir no seu caminho de crescimento, e aposta que não tem concorrente específico para competir no seu nicho de 'connected operations cloud suite'. O mercado, entretanto, enxerga na Verizon Communications, na Motorola Solutions e na AT&T, potenciais concorrentes para o mesmo negócio.

Mas a própria Samsara reconhece que a Amazon é uma potencial rival caso decida entrar com tudo na competição. É que a Amazon Web Services é o provedor da navegação em nuvem da empresa, e uma quebra de fornecimento aqui poderia complicar as coisas para a Samsara, até arrumar uma outra fonte do mesmo porte.

Na atual composição acionária da empresa que vai ao IPO nesta quarta-feira, a Samsara tem investimentos do fundo de venture capital Andreessen Horowitz, com 17,5% do share; o fundo General Catalyst, com 9,7% das ações; o fundador e CEO Sanjit Biswas, com 24,8% do share; e o co-fundador, John Bicket, dono dos demais 24,3%.

Os bancos Morgan Stanley, Goldman Sachs, JPMorgan and Allen & Co. subscrevem a oferta de ações.

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