Antecipar escolha de vice atrapalha Nunes na disputa em SP, avaliam aliados | Imagem: Divulgação
Antecipar escolha de vice atrapalha Nunes na disputa em SP, avaliam aliados

Antecipar escolha de vice atrapalha Nunes na disputa em SP, avaliam aliados

Prefeito tenta se equilibrar em uma candidatura que busca votos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a imagem de que não é um político radical

Apesar da proliferação de nomes ventilados para vice do prefeito Ricardo Nunes (MDB) na disputa pela reeleição em São Paulo, integrantes da campanha querem empurrar a decisão para a partir de abril e ganhar tempo. A avaliação é que antecipar essa escolha mais atrapalha do que ajuda Nunes.

O prefeito tenta se equilibrar em uma candidatura que busca votos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a imagem de que não é um político radical. Ou seja, não é uma equação simples a se resolver.

Ao jogar para frente a definição de vice, a campanha de Nunes, com o apoio de integrantes do PL, ganha tempo para encontrar um nome que se adeque ao projeto de reeleição e convencer Bolsonaro a aceitá-lo.

Para garantir o apoio de Bolsonaro a Nunes, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, disse que o ex-presidente poderia indicar o vice. Com isso, Bolsonaro sugeriu o coronel Mello Araújo, ex-comandante da Rota, que não agrada nem o entorno de Nunes nem a ala do PL mais pragmática.

A interlocutores, o ex-presidente condiciona o seu engajamento na campanha de Nunes a indicação de um vice identificado com o bolsonarismo.

Como mostraram os analistas da CNN Pedro Venceslau e Pedro Duran, partidos da base de Nunes, como União Brasil e Republicanos, começaram a cogitar o nome da ex-deputada estadual Janaína Paschoal (PRTB) como alternativa aos nomes já lançados.

Janaína reuniria parte dos elementos desejados pela campanha do atual prefeito, como o fato de ser mulher e a ligação umbilical com o bolsonarismo raiz.

Outros nomes citados entres os possíveis vices de Nunes são a delegada Raquel Gallinati (PL), o deputado federal Celso Russommanno (Republicanos) e o presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo, Milton Leite (União).

Em entrevista à CNN, o presidente do PL disse que o prefeito de São Paulo, sem o apoio de Bolsonaro, estaria "morto" na disputa em que tem o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) como principal adversário. Boulos tem como pré-candidata a vice a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como cabo eleitoral.

"Eu acho que o Bolsonaro garante 30% dos votos em São Paulo. Garante. Ele transfere os votos. Nós já temos essa experiência. É vida ou morte. Se não tiver esses 30%, o Nunes está morto. Ele precisa de ter o Bolsonaro", disse Valdemar.

CNN
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