Por Thomas Traumann
Insatisfeito com o andamento da sua campanha, o presidente Lula decidiu reduzir o núcleo duro do seu comitê. O presidente vê uma desconexão entre o que ele pessoalmente considera um governo de sucesso e a opinião da maioria da população. Segundo o Datafolha, 42% acham o governo ruim ou péssimo e apenas 31% ótimo ou bom. Como me disse um empresário que esteve no jantar promovido pelo presidente no Palácio do Alvorada, "quando assumiu, o governo adotou o slogan 'União e Reconstrução'. O presidente se dedicou muito à reconstrução, mas quase nada à união". Faltam menos de 50 dias para fazer a maioria mudar de ideia.
1. Lula e o momento Churchill
Em 5 de julho de 1945, dois meses depois de ser um dos responsáveis pela derrota do nazismo na Segunda Guerra Mundial, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill foi surpreendentemente derrotado na eleição parlamentar. Mesmo com as pesquisas mostrando que mais de 80% dos britânicos reconheciam o heroísmo de Churchill, o seu Partido Conservador foi massacrado e recebeu apenas 36% dos votos contra 48% dos trabalhistas. Para os britânicos, exaustos da guerra, era hora de olhar para frente.Com todas as diferenças óbvias entre os dois personagens e contextos históricos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva corre o risco de chegar a um momento Churchill. Faltando menos de 50 dias para o segundo turno, a vantagem do presidente sobre Flávio Bolsonaro virou empate técnico, o programa eleitoral de TV não impulsiona o aumento da aprovação do governo e, para uma grande parcela da população, Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes se confundem. Ao menos no curto prazo, o escândalo envolvendo Moraes puxa Lula para baixo.
A semana passada foi planejada para uma reação de Lula. Na segunda-feira (31), o presidente recebeu 16 grandes empresários e banqueiros num jantar no Palácio do Alvorada. Dos convidados, apenas cinco (Joesley Batista, da JBS, Rubens Ometto, da Cosan, José Seripieri Júnior, da Amil, André Esteves, do BTG, e Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco) tiveram conversas diretas com Lula neste mandato.
- Ele ouviu algumas verdades sobre a economia que, provavelmente, os seus assessores não dizem. Mas, agora, com o governo quase acabando, parece tarde - me disse um banqueiro que viu Lula pela primeira vez desde a campanha de 2022.
- Quando assumiu, o governo adotou o slogan "União e Reconstrução". O presidente se dedicou muito à reconstrução, mas quase nada à união - me resumiu outro empresário, que votará em Lula em outubro.
O isolamento é a diferença mais perceptível entre o mandato Lula 3 e os anteriores. Sumiu o presidente que recebia políticos, empresários, aliados e adversários em jantares e churrascos que construíam um eixo para a ação do governo. Magoado com quem o abandonou na prisão em Curitiba, Lula se tornou quase um recluso. Tem menos paciência para ouvir, está mais teimoso e mais duro com seus ministros.
- O clima interno piorou muito. Nos primeiros governos, ele tinha dois cães de guarda na Casa Civil. Primeiro o Dirceu, depois a Dilma, mas ele era o "policial bom" que incentivava os ministros. Neste mandato, ele manteve na Casa Civil um ministro (Rui Costa) cuja única característica era desancar os outros. E se o sujeito sobrevivesse, ainda levava bronca do presidente - me contou um ex-ministro que acompanha Lula desde os anos 1980.
Pressionado pelo vendaval no STF, o governo Lula não conseguiu, na semana passada, os votos para votar no plenário do Senado o fim da escala 6x1, última possibilidade de medida que promove mudança direta na vida do eleitor.
A falta de coesão interna fez de Lula 3 um governo sem criatividade. O fim do 6x1, por exemplo, originalmente não estava na plataforma de Lula, mas do vereador carioca Rick Azevedo (Psol), assim como o programa Pé-de-Meia, que nasceu de promessa de campanha de Simone Tebet, e a taxação dos mais ricos, uma necessidade do ex-ministro Fernando Haddad para melhorar as contas públicas.
Na semana passada, insatisfeito com os resultados obtidos, Lula decidiu reduzir o núcleo duro da campanha da reeleição. Agora, ele discute estratégia apenas com os ministros Sidônio Palmeira e Guilherme Boulos e os presidentes do BNDES, Aloizio Mercadante, da Fundação Perseu Abramo, Paulo Okamotto, e do PT, Edinho Silva. O presidente vê uma desconexão entre o que ele pessoalmente considera um governo de sucesso e a opinião da maioria da população. Em julho, 38% consideravam o governo ruim ou péssimo, segundo o Datafolha. Em agosto, 41%. Em setembro, 42%. Os que achavam o governo ótimo ou bom foram oscilando de 33% para 32% em agosto e, agora, para 31%.
Lula repete com ênfase e sinceridade que acredita que este é o seu melhor governo. Apenas 21% dos brasileiros concordam com ele, segundo pesquisa Quaest de março. Para 47% dos eleitores este mandato é pior. Em entrevista à repórter Patrícia Campos Mello, da Folha, o historiador e ativista Jones Manoel fez uma crítica aguda da comunicação do governo:
- A maioria do campo progressista olha para a economia brasileira e diz que está tudo bem, é o menor desemprego da história. Mas não está tudo bem. Estamos batendo recorde de endividamento, aumento do custo de vida. (...) O progressista está dizendo que a pessoa passar 12 horas numa bicicleta entregando iFood é emprego e tudo bem - afirma.
Parte da desconexão entre os números do governo e a percepção está no "paradoxo da mobilidade", o fato de milhões que foram beneficiados por programas sociais de Lula 1 e 2 não vivem tão melhor assim que os seus pais.
- Esses eleitores tiveram uma forte ascensão de status, porém não vivenciaram ascensão de classe. Eles se beneficiaram de importantes iniciativas governamentais, mas, ao contrário do que imaginavam, não acharam um lugar no mercado de trabalho. Eles investiram tempo e energia para ter um diploma, mas isso não lhes garantiu um salário melhor, apenas frustração. É verdade que o filho da faxineira virou doutor, mas ele não conseguiu emprego na sua área e sobrevive como motorista de aplicativo - afirma Felipe Nunes, diretor da Quaest.
O segundo turno de outubro será provavelmente tão apertado quanto a de 2022 e, por isso, variáveis simples podem ser a diferença entre vencer e perder. Nesta semana, o cientista político Jair Nicolau publicou artigo no seu perfil no Substack sugerindo que parte da vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro em 2022 se deve à redução dos votos brancos e nulos, 5,4 milhões a menos do que em 2018.
"O desempenho de Lula em 2022 combinou dois fenômenos que se reforçam: o recuo geográfico de Bolsonaro nas metrópoles e o abandono, por um contingente de eleitores, do voto de protesto - branco ou nulo - que haviam dado em 2018", escreveu Nicolau.
O artigo de Nicolau alerta para a capacidade das duas principais campanhas em mobilizar seus eleitores a irem às urnas e votar. Entusiasmo não se ganha olhando para trás.
Como mostrou o historiador alemão Klaus W. Larres em "Churchill's Cold War: the Politics of Personal Diplomacy" ("A guerra fria de Churchill: a política da diplomacia pessoal". Yale University Press; 583 páginas; R$ 406, ainda sem tradução no Brasil), depois de um período de amargura, Churchill recuperou a fleuma e voltou ao poder em 1951, falando não mais do que havia feito no passado, mas do que pretendia fazer no futuro. Lula só vai superar o seu momento Churchill se fizer o mesmo.
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O senador Flávio Bolsonaro durante mobilização no Senado para evitar votação da PEC que acaba com a escala 6x1 - Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
2. O STF na corda bamba
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, passou os últimos dias articulando um armistício para o conflito entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. A proposta em curso inclui, de um lado, a recusa do pedido de Mendonça para indiciar Moraes pela sua relação promíscua com o banqueiro corrupto Daniel Vorcaro; do outro, o fim do inquérito das fake news, instrumento que Moraes pretendia usar para investigar Mendonça também por seus contatos com Vorcaro; e, finalmente, a concordância de todo o STF sobre a abertura de um novo processo sobre as suspeitas envolvendo os ministros, comandado pelo próprio Fachin.Mesmo que formalmente a proposta de Fachin avance, a guerra no STF já é a maior crise na história democrática do Judiciário. Por trás de possíveis interesses legítimos de transparência, está a disputa sobre qual ala vai comandar o STF nos próximos anos. O presidente eleito em outubro terá a indicação de quatro vagas, sem contar os possíveis impeachments.
Se Lula for reeleito, o controle será mantido pelo grupo de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Se Flávio Bolsonaro vencer, André Mendonça, com apoio do amigo Rogério Marinho, será incontestável.
Ao longo da semana, os dois lados se ameaçaram com novos inquéritos e operações policiais. No domingo (6), André Mendonça liberou para julgamento no plenário o relatório da PF pedindo investigação sobre Alexandre de Moraes, pressionando Fachin a marcar uma data para o julgamento, o que só deve ocorrer na terceira semana de setembro. Horas depois, desafiando a tentativa de trégua de Fachin, o ministro Flávio Dino questionou nas redes sociais a validade de um integrante da Corte prometer o fim de uma investigação que já está tramitando há muito tempo, como é o caso do inquérito das fake news
Recapitulando os últimos dias do conflito: na segunda-feira (31), André Mendonça divulgou relatório da Polícia Federal contendo 52 diálogos entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro entre outubro de 2023 e 17 de novembro de 2025, logo antes da prisão do banqueiro. Em onze mensagens, o banqueiro pede que o ministro do STF procure autoridades para ajudá-lo e, ao final, compartilhou o seu plano de fugir antes da prisão. Retiradas do celular do banqueiro, as mensagens divulgadas não incluem as respostas de Moraes. São evidentes os indícios para abrir uma investigação para afastar o ministro do STF.
Também são evidentes os atropelos de Mendonça no processo formal. Quando deu 72 horas para a PF produzir o relatório, Mendonça já sabia o que iria encontrar, inclusive a frase solta de Vorcaro a Moraes jogando suspeitas de comportamento irregular de dois outros adversários, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues.
Na quarta-feira (2), o jornalista Paulo Motoryn revelou na newsletter Noites Húngaras que o relatório da PF sonegou a informação de que o próprio Mendonça havia se encontrado ao menos uma vez com Daniel Vorcaro. Em 14 de março de 2025, quando o Banco Master tentava uma venda forjada para o BRB, Mendonça recebeu Vorcaro em São Paulo, na sede do seu instituto de ensino, Iter. A aproximação foi articulada pelo advogado baiano Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira, do PL de São Paulo, que teriam contado ao ministro do STF a versão de Vorcaro sobre as investigações de fraude pelo Banco Central. Dias depois, soube-se que, desde 2024, o Iter firmou 68 contratos sem licitação com órgãos públicos de 15 estados desde 2024 num total de R$ 11,5 milhões. Na quinta-feira (3), Mendonça renunciou à direção do instituto.
Na sexta-feira (4), Mendonça postou vídeo agradecendo a "irmãos e irmãs" que lhe enviaram mensagens de "oração e carinho". O vídeo foi interpretado por onze entre dez políticos como um incentivo ao comício de Flávio Bolsonaro em São Paulo, previsto para esta segunda-feira.
A preços de hoje, a disputa entre Moraes e Mendonça consolida no eleitorado a ideia de que o impeachment de ministros do Supremo não só é possível como necessário. Com 54 vagas no Senado em disputa em outubro, a bancada de direita, mais identificada com esse projeto, tende a aumentar.
Tornar o Supremo suscetível a processos de impeachment é um ponto sem volta. A cassação de um entre 594 parlamentares, ainda que este seja presidente da Câmara e do Senado, e dois impeachments de presidente da República são resolvidas no seu tempo com eleições. O impedimento de um ministro do Supremo tira o status de confiabilidade da Corte como o último terreno de preservação da institucionalidade. Governos fracos se resolvem com eleições, mas não há uma solução à vista para um Supremo debilitado em sua legitimidade. Não há vencedor possível nessa guerra, mas há um perdedor garantido, o próprio Supremo.
3. A volta da Magnitsky
O Departamento de Estado vai aproveitar a maré anti-Alexandre de Moraes para, mais uma vez, incluir o ministro do STF entre os sancionados da Lei Magnitsky. Ao contrário do ano passado, desta vez Moraes não terá o apoio da mídia e do sistema bancário.4. O mar das nulidades
O conflito entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça abriu uma avenida para advogados de suspeitos do caso Master pedirem a nulidade de toda a investigação no futuro. Se anular a operação Lava-Jato exigiu anos de articulação no Congresso, no Palácio do Planalto e no Supremo, desta vez o material está servido à mesa pelos próprios ministros.Um caminho está no ato de Moraes de quinta-feira (3) à noite. O ministro usou o manjado inquérito das fake news, aberto desde 2019, para pedir à Polícia Federal que lhe entregasse cópias de pedidos do colega André Mendonça para produzir provas contra ele e os colegas Gilmar Mendes, Nunes Marques, Luiz Fux e Dias Toffoli.
Moraes acusa Mendonça, relator do caso Master, de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução do caso. A conduta de Mendonça pode ser considerada "pesca probatória", um clichê dos advogados quando tentam acusar a Polícia Federal de perseguir seus clientes.
Na petição, Moraes cita casos de suspeitos como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o candidato ao governo da Bahia ACM Neto. Moraes questiona a formalidade de procedimentos de Mendonça nesses casos. Advogados poderão alegar, entre outras possibilidades, que Mendonça perseguia seus clientes.
Os atos de Mendonça em relação à Polícia Federal são outro prato cheio. Em fevereiro, o ministro proibiu os delegados que trabalham na investigação do Master de compartilhar informações com seus superiores - na prática, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues -, exigiu que o material apreendido ficasse em seu gabinete e fosse sistematizado para facilitar buscas. A conduta de Mendonça pode ser considerada uma forma de interferência nas investigações, coisa que um ministro não pode fazer. As possibilidades estão abertas à criatividade jurídica. Tudo isso pode ser - e será - usado contra o ministro.
Responsável pela maior fraude bancária do Brasil, com pagamento de propina, eventos, festas e demais artifícios que custaram bilhões de reais, Daniel Vorcaro construiu uma bancada de parlamentares e operadores que possibilitaram sua ascensão e quase impediram sua derrocada. Até pouco tempo, todos esses envolvidos - que podem chegar perto de uma centena de pessoas - enxergavam um longo e escuro túnel. A briga no Supremo gerou uma explosão, e eles agora enxergam um alvorecer. Se há ministros do Supremo envolvidos, os políticos ficam menores e as brechas, maiores.
5. O ungido
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou mensagem no Instagram em apoio ao ministro do STF André Mendonça na sua guerra santa contra Alexandre de Moraes. Michelle relembrou a indicação de Mendonça ao STF e o período anterior à sabatina no Senado. "Somente Deus, eu e os nossos intercessores sabemos o quanto buscamos a presença d'Ele para que você fosse abençoado em sua indicação ao STF", escreveu. Ao fim, ela chama Mendonça de "ungido do Senhor".No Livro de Samuel, Davi descarta a possibilidade de ordenar a morte do seu inimigo, o rei Saul, por ser ele um ungido, um escolhido por Deus para a função.
A designação de Michelle tem consequência eleitoral. Como escreveu o antropólogo Juliano Spyer, na Folha, "igrejas evangélicas por todo o país saíram do estado de torpor para o de ebulição, reenergizadas pela guerra no STF".
Como indica pesquisa da consultoria de monitoramento Bites, no ano passado a média diária de citações ao STF era de 58.672 menções. Na última semana, esse número subiu para 216.480. O interesse médio das buscas pelo STF no Google, que ficou na escala de 20 nos últimos cinco anos (a taxa vai de 0 a 100), alcançou 39 nos últimos sete dias e chegou a 45 na sexta-feira. Esse interesse será canalizado para as urnas.
6. O fantasma
Empatado na margem de erro com Lula nas simulações de segundo turno, Flávio Bolsonaro deveria estar no sprint de favorito com as desventuras em série do ministro Alexandre de Moraes. Mas não consegue se livrar dos fantasmas de novas revelações de seu envolvimento com Daniel Vorcaro.Como disse o ex-marqueteiro da família Bolsonaro e agora responsável pela campanha de Augusto Cury, Sérgio Lima, em entrevista ao editor Thiago Prado, de O GLOBO:
- Ainda virão revelações sobre o "Dark Horse" e o caso Master. Quando eu estava na campanha do Flávio, ele jurou pra mim que não teria nenhuma notícia de envolvimento. Era mentira. (...) Flávio é enrolado com denúncias, e política é feita de fatos. Uma bomba em cima dele na reta final de setembro pode botar o Cury no segundo turno.
7. O garoto de ouro do PT
Se Lula for reeleito, o PT fará muita força para indicar o diretor-executivo do Brasil no Fundo Monetário Internacional, André Roncaglia, como novo diretor do Banco Central. Professor da UnB e pesquisador da FGV, Roncaglia publicou artigo na Folha debatendo a necessidade da meta de inflação de 3%. Para a maioria do PT, Roncaglia seria o nome para suceder a Gabriel Galípolo a partir de 2029.8. Fique atento
- O presidente do STF, Edson Fachin, busca uma trégua que adie a guerra no STF para depois das eleições. A proposta em curso inclui o fim do inquérito das fake news, a não aprovação da investigação sobre Alexandre de Moraes e a transferência para um novo inquérito de todas as suspeitas envolvendo ministros do STF. Esse novo inquérito seria presidido pelo próprio Fachin.
- Sim, acontecerão mais vazamentos da investigação do caso Master - tanto contra o governo, quanto contra a oposição. No primeiro caso, pode haver a divulgação de contratos de consultoria de empresas ligadas a Daniel Vorcaro com familiares de membros do governo Lula. No segundo caso, há pressão por mais informações da delação de Antonio Carlos Freixo Júnior, que movimentou R$ 1,3 bilhão em dinheiro vivo para Vorcaro, incluindo os repasses para a família Bolsonaro.
- O presidente Lula participa do desfile de 7 de Setembro nesta segunda-feira de manhã, em Brasília. Há dúvidas se ministros do STF estarão presentes.
- À tarde, Flávio Bolsonaro promove o seu maior comício em São Paulo, com apoio da máquina do governo e da prefeitura de São Paulo. Segundo dados da AP Exata, o comício representou cerca de 7% do debate político nas redes sociais, abaixo dos 8,3% registrados na véspera do ato do ano passado. Mantida uma relação semelhante entre mobilização digital e presença nas ruas, a projeção fica entre 30 e 40 mil pessoas - muito abaixo dos 100 mil pretendidos pelo bolsonarismo.
- Ainda nesta segunda-feira, a Quaest divulga nova pesquisa presidencial.
- O Tribunal Regional do Paraná julga o vazamento ilegal por parte do ex-procurador Deltan Dallagnol do sigilo bancário do ministro Cristiano Zanin.
- O Datafolha divulga seu novo levantamento na sexta-feira (11).
- Formalmente, termina na sexta-feira o prazo dado por Edson Fachin para que Alexandre de Moraes, André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, deem explicações por escrito sobre o relatório da PF transcrevendo diálogos de Daniel Vorcaro.
O Globo
https://oglobo.globo.com/politica/thomas-traumann/coluna/2026/09/lula-e-o-momento-churchill.ghtml





