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Suplência de Simone Tebet racha PT entre acadêmicos e metalúrgicos

Suplência de Simone Tebet racha PT entre acadêmicos e metalúrgicos

O ex-deputado federal Vicentinho está no páreo para ser suplente de ex-ministra, assim como Laio Morais e Marco Aurélio Carvalho


Ramiro Brites

A liderança de Simone Tebet (PSB) nas pesquisas de intenção de votos para o Senado em São Paulo gerou uma disputa pela suplência da ex-ministra do Planejamento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Aliados de Lula definiram que a suplência de Tebet ficará com o PT, enquanto a vaga de suplente de Marina Silva (Rede) será de um nome do PSol ou do PDT, partidos que compõem o arco de alianças em torno da candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT).

Nas próximas eleições, as vagas de suplente são especialmente importantes na esquerda paulista. Há expectativa de que Simone e Marina, que ocuparam ministérios relevantes no atual governo, possam voltar às pastas caso Lula seja reeleito. Para o Senado, cada candidato deve registrar dois suplentes, o primeiro e o segundo, pelo fato de o mandato ser de oito anos.

Um dos debates entre petistas é sobre quais nomes irão ocupar a suplência de Tebet. A disputa começou quando passou a ser discutida a indicação do ex-deputado federal Vicentinho (PT-SP), ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.

A entrada dele no certame contemplaria o movimento negro, que reivindica uma das vagas de suplente da chapa, e evitaria divisão de votos entre os representantes dos metalúrgicos.

Se Vicentinho for candidato a suplente, abrirá caminho para Moisés Selerges, atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pré-candidato a deputado federal, receber mais votos da classe. Selerges tem sido chamado de "candidato de Lula" por fontes do campo da esquerda que falaram com o Metrópoles. O ex-presidente iniciou a carreira política presidindo o mesmo sindicato.

Negra e metalúrgica, a vereadora Ana Nice também reivindica a primeira suplência. Na segunda-feira (13/7), uma carta foi enviada ao diretório estadual da parlamentar se colocando à disposição para concorrer ao cargo.

Outra ala do PT, que abrange professores e juristas petistas, prefere outros nomes: Laio Morais, ex-chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda, e Marco Aurélio Carvalho, advogado do grupo Prerrogativas. Embora tenha sido cotado pelos pares, Carvalho tem dito a interlocutores que apoia Morais.

Laio Morais, Fernando Haddad e o advogado Pierpaolo Bottini, que também faz parte do Prerrogativas

Últimas pesquisas

A última pesquisa ao Senado de São Paulo foi divulgada pelo instituto Datafolha no último dia 6 de julho. O levantamento mostrou Marina e Simone tecnicamente empatadas em primeiro lugar e Ricardo Salles (Novo) como o pré-candidato da direita mais bem posicionado.

  • Marina Silva (Rede): 18%
  • Simone Tebet (PSB): 16%
  • Ricardo Salles (Novo): 13%
  • André do Prado (PL): 11%
  • Guilherme Derrite (PP): 10%
  • Paulinho da Força (Solidariedade): 8%
  • Em branco/nulo/nenhum: 17%
  • Não sabem: 7%

A pesquisa foi a campo entre os dia 1º e 3 de julho em 71 municípios paulistas. O Datafolha ouviu 1.608 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Metrópoles
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