Desapropriação do terreno de 61 mil metros quadrados avaliado em R$ 1 bilhão, na zona sul, pode encerrar conflito entre o banco Santander e a associação que administra o clube
Por Matheus de Souza - São Paulo
A prefeitura de São Paulo decretou nesta sexta-feira, 29, a desapropriação do Clube Banespa, em Santo Amaro, na zona sul da capital paulista. Assinada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), a resolução estabelece a construção de um parque e de um complexo esportivo, além de uma unidade do Centro de Transtorno do Espectro Autista (TEA), na área.
Avaliado em R$ 1 bilhão e com 61 mil metros quadrados, a desapropriação do terreno pode encerrar o conflito entre moradores e o litígio entre o banco Santander e a associação que administra o clube.
O Santander, que assumiu o Banespa após a privatização, entrou com uma ação para suspender o contrato de comodato - empréstimo gratuito - com o Clube Banespa.
Se o Santander vencesse judicialmente, o terreno poderia ser vendido no mercado. Com a criação do parque, a venda é barrada. Mas, além da desapropriação, a criação do parque depende do pagamento de uma indenização ao proprietário.
A criação do parque foi aprovada em agosto, na Câmara Municipal de São Paulo, por 53 votos favoráveis e nenhum contrário.
A criação de um Centro de Transtorno do Espectro Autista (TEA), na zona sul, também faz parte de uma promessa do prefeito, que, no início deste ano, ao inaugurar a primeira unidade do centro na zona norte da cidade, prometeu a construção de outras três unidades nas demais regiões da capital paulista.
O Globo
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