A compra do Master e as ações da XP

A compra do Master e as ações da XP

Por Rennan Setti


Não passou despercebido na Faria Lima o efeito da compra do Banco Master pelo BRB sobre as ações da XP. Imediatamente após a publicação da notícia, pelo colunista do GLOBO Lauro Jardim, na sexta-feira passada, os papéis da corretora de Guilherme Benchimol deram um salto: seus recibos de ações negociados na B3 saíram de R$ 82,28 para R$ 85,70, um avanço de mais de 4%, em questão de minutos.

Segundo observadores do mercado, tratou-se de uma reação de alívio em relação ao risco sistêmico que os CDBs de juros superlativos do Master representavam para o mercado. A XP, como maior conglomerado de corretoras do país, é grande distribuidora desses papéis junto a clientes pessoas físicas.

Nos últimos meses, grandes assessorias de investimento ligadas à XP se movimentaram para garantir que a exposição de seus clientes ao CDB do Master estava limitada aos R$ 250 mil protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

- Era uma situação da qual todos os envolvidos nesse ecossistema estavam cientes há bastante tempo. Todos se movimentaram para reduzir a exposição da carteira de clientes, a fim de evitar problemas - lembrou à coluna uma fonte que é sócia de uma grande assessoria ligada à XP.

Depois da alta no final daquele pregão, os papéis da XP recuaram mais de 6% em Nova York hoje.

O Globo
https://oglobo.globo.com/blogs/capital/post/2025/03/a-compra-do-master-e-as-acoes-da-xp.ghtml