Imagem: Reprodução Twitter
Rejeição a Bolsonaro no Piauí causa racha em base governista

Rejeição a Bolsonaro no Piauí causa racha em base governista

O Partido Progressista, uma das bases de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e que tem como líder o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), comunicou, em protocolo ao Tribunal Regional Eleitoral, que seus candidatos piauienses não fizeram fotos ao lado do atual ocupante do Palácio do Planalto. A denúncia de uma "fake news" foi feita pelo Diretório estadual do PP e abriu uma grande crise regional na base do Centrão.

O grupo, originalmente bolsonarista, é formado pelos pré-candidatos Silvio Mendes (ex-prefeito de Teresina, que disputará o governo estadual), Iracema Portela (pré-candidata à vice) e Joel Rodrigues (pretendente ao Senado). Apesar dos elos com o atual governo, o Diretoria estadual afirmou que a imagem que circula pelas redes sociais em que esses três nomes estão ao lado de Bolsonaro é fruto de edição e não passa de "fake news", segundo notícia veiculada pelo site O Antagonista.

A imagem falsa e o imbroglio no Partido Progressista estão sendo exploradas pelo grupo político do ex-governador Wellington Dias (PT), hoje uma das principais lideranças de seu partido no Nordeste, a fim de minar a candidatura do ex-prefeito Silvio Mendes. Pesquisas internas apontam que Jair Bolsonaro tem índices de rejeição, no Piauí, na casa dos 70%.

O episódio demonstra, segundo análise que circula em uma rede social de políticos e empresários de São Paulo, que "o Centrão espreme até o fim do jogo, e que Bolsonaro está nas mãos de Ciro Nogueira e Arthur Lira". O presidente da Câmara dos Deputados tem, por exemplo, um calhamaço de pedidos de abertura de CPI na gaveta contra o presidente; enquanto que o ministro-chefe da Casa Civil passa o tempo administrando todos os conflitos de Bolsonaro (e de seus filhos) com o Congresso Nacional e com o STF.

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