Ibovespa tem mais um dia de queda, na véspera da Super Quarta

Ibovespa tem mais um dia de queda, na véspera da Super Quarta

O Ibovespa terminou o pregão desta terça-feira, dia 14, registrando perdas de 0,52%, aos 102.063 pontos, revelando com isso o nervosismo que acompanha os mercados nacional e internacional às vésperas das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil; e do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve dos EUA, que marcam a Super Quarta.

Bem que o Ibovespa abriu hoje ensaiando uma tênue alta, que chegou a 0,38%, revertendo para queda por volta das 11h30 e assim permanecendo durante a tarde. Já o dólar subiu mais 0,37%, valendo agora R$ 5,13. A tensão, que parece inevitável a essa altura do campeonato, perdurará ao menos até que saiam os resultados dos dois encontros.

A reunião do Copom dura dois dias e começou hoje. O consenso do mercado aponta para uma alta de 0,5 ponto percentual, o que levaria a taxa básica para 13,25%. Mas há opiniões de diferentes bancos que vislumbram taxas maiores, devido às medidas fiscais que estão sendo tomadas pelo Governo Federal e que podem refletir na política monetária. Nas contas do Banco Itaú, por exemplo, a Selic estimada de 13,75% até o final do ano pode virar 15%, informou nesta terça-feira, 14, o jornal Valor.

Já nos Estados Unidos, a preocupação com o aumento da inflação pode levar as autoridades monetárias a considerar um aumento na taxa de juros de 0,75% em sua reunião desta semana. Contribuiu para a perspectiva dos membros do Fomc o salto maior do que o esperado no índice de preços ao consumidor, divulgado na última sexta-feira. Na reunião do mês passado, o Fed elevou a taxa em meio ponto percentual.

Qualquer que seja o resultado desses dois importantes encontros, o mercado e os investidores já perceberam que as fragilidades do cenário macroeconômico, conjugadas com os seguidos recordes da inflação nos EUA - a maior dos últimos 40 anos - causam a diminuição da liquidez global, dificuldades para tomada de crédito devido às altas taxas de juros e fuga de capitais de economias emergentes, onde se enquadra o Brasil. Nesse sentido, não apenas os mercados de renda variável acabam sofrendo perdas como, principalmente, ativos considerados de alto risco, como as criptomoedas que vêm apresentando grandes quedas de preços nos últimos dias.

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