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Ministério da Economia divulga estudo com projeções para o 5G no Brasil

Ministério da Economia divulga estudo com projeções para o 5G no Brasil

Para a IDC, setor de Tecnologia da Informação e Comunicações deve crescer 8,2% em relação ao ano passado; perspectivas de crescimento são as maiores dos últimos oito anos

O Ministério da Economia divulgou um estudo feito pela Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade (SEPEC) da pasta em parceria com PNUD Brasil e Deloitte com um mapeamento do ecossistema de soluções digitais e aplicações do 5G no País.

Entre as principais conclusões desse estudo, está a que mostra as soluções 5G como geradoras de um benefício de R$ 590 bilhões por ano para todas as verticais da economia. Considerando somente a demanda potencial de software, a expectativa de valor total até 2031 é de R$ 101 bilhões, sendo que R$ 10 bilhões seriam para software de rede; e R$ 91 bilhões para software de aplicações.

O estudo foi produzido a partir de entrevistas com diversos players de tecnologia e de telecomunicações. A SEPEC, do Ministério da Economia, entendeu que o 5G poderá ser uma alavanca para catapultar o mercado de economia digital, com foco principal nos setores de software e de startups. Depois, foram analisadas experiências internacionais, mapeando a maturidade do ecossistema brasileiro a partir dos benchmarks. O levantamento estimou a demanda por produtos e serviços em diversas verticais.

Em outro recente trabalho, o IDC Predictions Brazil, produzido pela International Data Corporation (IDC), divulgou que o mercado brasileiro de Tecnologia de Informação e Comunicações (TIC) deve crescer 8,2% em relação ao ano passado. O segmento de TI será impulsionado por equipamentos, enquanto que o de telecomunicações deve ser alavancado pelo avanços dos dados móveis, sobretudo com a implantação do Sistema 5G. A área de TI Enterprise terá no avanço da nuvem seu principal movimento no corrente ano.

Segundo a IDC, o crescimento desses setores de forma isolada se dará da seguinte forma: o segmento de TI deve avançar 10,6%, enquanto Telecom e TI Enterprise irão crescer 4% e 8,9%, respectivamente. Para a consultoria, as perspectivas de crescimento do mercado brasileiro de TIC em 2022 são as maiores dos últimos oito anos, apesar do cenário econômico ameaçado pelo crescimento da inflação em toda a América Latina e da realização de eleições no continente, sobretudo no Brasil.

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