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Parque Augusta, um presente para a cidade de São Paulo

Parque Augusta, um presente para a cidade de São Paulo

Após longos anos de disputa entre as construtoras donas do terreno, a administração municipal e a população da zona central da capital, o Parque Augusta Prefeito Bruno Covas foi finalmente aberto ao público neste sábado, dia 6 de novembro. O primeiro dia de funcionamento contou com grande presença de frequentadores, comprovando uma demanda por mais áreas verdes que existia na região.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP) inaugurou o parque por volta das 9 horas, no que foi acompanhado pelo filho do homenageado, o jovem Tomás Covas. Nunes enfrentou um pequeno protesto de servidores municipais enquanto discursava, e depois a entrega prosseguiu normalmente com a apresentação da banda Pequeno Cidadão, do maestro João Carlos Martins; e do dançarino Carlinhos de Jesus.



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A Prefeitura aproveitou o grande fluxo de pessoas no novo espaço e programou a instalação de um posto de vacinação contra a Covid-19, para aplicação de doses de reforço nos grupos prioritários e da segunda dose para aqueles que ainda não completaram o ciclo vacinal.

Durante a tarde, foi muito concorrido o espaço batizado de cachorródromo, uma área cercada do parque com estrutura para pets. Outra área com bastante frequência foi a do playground, montado com piso adaptado e um conjunto de brinquedos acessíveis a crianças de idades variadas assim como portadoras de deficiências.


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A inauguração colocou fim a uma antiga polêmica sobre o destino do valioso espaço. A área de 23 mil metros quadrados pertencia a duas construtoras que pretendiam levantar três torres no local. A comunidade protestou para que o espaço fosse destinado ao público, uma demanda dos moradores da região desde os anos 1980. Desde então, a área era usada para shows musicais em uma grande tenda, e também serviu por muito tempo como estacionamento.

A entrada principal do novo parque fica na rua Caio Prado, cujo portal foi totalmente restaurado. Mas também é possível o acesso pela rua Augusta. Dentro, é possível não apenas aproveitar a área verde como também um pouco da história da cidade, já que ali foi instalado, nos anos de 1910, o tradicional Colégio Des Oiseaux. A abertura do Parque Augusta foi inicialmente prevista pela prefeitura no Plano Diretor de 2002, quando a prefeita era Marta Suplicy, uma ex-aluna do Des Oiseaux. Em 2018, na gestão de Bruno Covas, chegou-se a um acordo com as construtoras, após mais de 20 anos de mobilização dos moradores e associações do entorno.


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Os custos para implantação do Parque Augusta alcançaram em torno de R$ 11 milhões, pagos pelas construtoras. Em compensação, elas ganharam créditos para erguer prédios acima do limite mínimo em outras áreas da cidade sem a necessidade de pagar taxa adicional. A entrega do novo equipamento público foi adiada de 2020 para o final de 2021, devido a pandemia de Covid-19 e também pela descoberta de um lote de 2.493 peças durante uma escavação arqueológica feita no local.

O desenlace favorável a todas as partes envolvidas no processo - população, construtoras e administração municipal - é uma vitória contra a especulação imobiliária, sem prejudicar nenhuma das partes envolvidas. Pode servir de exemplo para o poder público balizar sua atuação com relação a outros espaços da cidade, como a criação de novos equipamentos - Parque dos Búfalos, no extremo da zona sul; ou do Parque Linear do Caxingui, localizado entre as zonas sul e oeste. E também para definir o futuro de áreas privadas sub-utilizadas pelos seus responsáveis, caso do hipódromo do Jockey Club de São Paulo, localizado em região nobre e valorizada da capital e que hoje realiza apenas uma corrida por semana em sua extensa área de 600 mil metros quadrados.

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