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Reinfecção de João Doria levanta discussão sobre vacinas e novas cepas

Reinfecção de João Doria levanta discussão sobre vacinas e novas cepas

A revelação da reinfecção do governador João Dória pelo vírus da Covid-19 causou surpresa esta semana. Ele já tinha recebido as duas doses da vacina Coronavac e sofrido anteriormente uma primeira infecção. Por isso, a pedido de seus médicos, o material colhido em exame foi enviado para sequenciamento com a intenção de descobrir se Dória foi reinfectado por alguma das novas cepas de coronavirus que circulam no estado e no País.

Conforme noticiado hoje pela coluna de Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo, a família do governador também fez exames esta semana, que não acusaram infecção. No ano passado, quando ele contraiu Covid-19 pela primeira vez, a primeira-dama Bia Doria e os filhos também testaram positivo.



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A preocupação dos médicos tem razão de ser. Enquanto comércio e serviços retomam suas atividades, novas cepas da pandemia ameaçam o País e ainda não são suficientemente conhecidas das autoridades sanitárias. É o caso da variante Delta, também chamada de Indiana por suas origens; e a variante B 1.216, inédita em território brasileiro até a realização da Copa América.

Segundo reportagem do Estadão, o Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, identificou a variante B. 1.216 em amostras colhidas de dois infectados, um membro da delegação da Colômbia e outro do Equador. Relatório recente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), apontou 166 pessoas positivadas para Covid-19, após 22.856 testes realizados até o dia 21 de junho.

Alheio aos riscos da realização da Copa América, competição que foi rejeitada por Argentina e Colômbia, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, considerou que o evento foi, do ponto de vista sanitário, realizado com sucesso no Brasil. "O país não pode ficar o tempo inteiro parado, senão a gente não tem arrecadação de impostos e orçamento", afirmou, numa repetição do discurso do presidente Jair Bolsonaro diante do enfrentamento da pandemia no País.

Após a realização da Copa América, a ideia agora é promover partidas de futebol com a volta do público, mesmo que a média de mortes diárias por Covid-19 no País ainda seja considerada a maior do mundo (1.574 nas últimas 24 horas). A Conmebol anunciou que Flamengo e Defensa y Justicia, da Argentina, farão o jogo de volta das oitavas de final da Libertadores da América no estádio Mané Garrincha, na próxima quinta-feira, dia 15/07.

O jogo de "mata-mata" será realizado em Brasília porque a Conmebol - entidade alinhada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ao presidente Bolsonaro - conseguiu com o governo do Distrito Federal a liberação da arena para 15 mil torcedores, ou 25% de sua capacidade total.

Enquanto isso, notícia que chega do Chile, divulgada pelo jornal La Tercera, apresenta estudo que recomenda terceira dose da Coronavac após cerca de seis meses da imunização inicial (primeira e segunda doses). O trabalho mostrou que a eficácia pode se reduzir com o tempo, sobretudo diante do surgimento de novas variantes do coronavírus, como se registra agora no Brasil e no mundo.

O estudo, porém, mostra que apenas 2% dos voluntários totalmente vacinados desenvolveram Covid-19 novamente, significando que 98% das pessoas vacinadas não voltaram a apresentar a doença. No momento, especialistas da Faculdade de Medicina da Universidade do Chile avaliam se uma terceira dose de vacina será necessária diante do aparecimento de novas cepas. O estudo considera inclusive se essa terceira dose poderia ser de uma outra vacina que não as duas primeiras administradas de um mesmo laboratório.

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