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Empresas de fibra óptica desembarcam na B3

Empresas de fibra óptica desembarcam na B3

Julho já pode ser batizado como o "Mês da Fibra Óptica" na Bolsa de Valores de São Paulo. E não apenas na bolsa paulista, já que nesta semana se deu a venda por leilão, no Rio de Janeiro, da empresa de infraestrutura da Oi, a InfraCo, para o Banco BTG Pactual em consórcio com Globenet. Valor do negócio: R$ 12,9 bilhões.

Foi uma boa demonstração de como o mercado anda bastante aquecido para o setor das telecom, em um cenário que promete ainda mais agora que haverá os lançamentos das ofertas públicas iniciais das operadoras Brisanet, Unifique e Desktop.

Operadoras regionais, elas atravessam fases parecidas de desenvolvimento que as habilitam a entrar no mercado de ações, e com interesse dos investidores em participarem dessa nova fase de crescimento.

Considerada a maior provedora regional de internet do país, a cearense Brisanet vem se expandindo no Nordeste depois de receber um investimento de R$ 408,4 milhões em 2020. Segundo dados do site Teletime, a companhia soma 35,1 mil km de redes FTTH, backbone de 14,4 mil km e atendimento em 96 cidades do Nordeste, além de 251 a partir de franqueados da Agility.

Segundo o site ,a empresa reunia ao menos 860 mil usuários em maio, somadas as duas operações, além de preparar sua entrada nos mercados do Piauí e Sergipe. No ano passado, apresentou lucro líquido de R$ 29,1 milhões.

De acordo com o Broadcast do Estadão, a Brisanet já tem sua abertura de capital parcialmente ancorada, e valor calculado antes do IPO de R$ 5 bilhões. A companhia pretende movimentar com a sua oferta pública o valor de R$ 1,25 bilhão.

Já a catarinense Unifique, que lançou sua operação de IPO esta semana, está com 100% da oferta coberta, com IPO estimado em R$ 2,2 bilhões, como informa a coluna Broadcast. Nos últimos dois anos, a empresa foi às compras e abocanhou 15 provedores menores, fechando o ano de 2021 com um lucro líquido de R$ 50,4 milhões.

De acordo com levantamento do Teletime, em maio, a operadora tinha registrado 364 mil acessos. Já as HPs reportadas ultrapassaram um milhão, com rede FTTH de 10 mil km de backbone de 8 mil km. O atendimento ultrapassa 140 cidades em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, após ingresso recente neste estado.

A terceira operadora em vista de abrir o capital é a paulista Desktop, que nasceu na cidade de Sumaré, região de Campinas. A empresa reportou 16,5 mil km de redes de fibra óptica em seu pedido de IPO, incluindo 4 mil km de backbone e 1,3 milhão de HPs em 53 cidades. Em maio, a empresa somava 321 mil acessos, segundo o levantamento do Teletime.

Com lucro líquido de R$ 26,5 milhões em 2020, a Desktop tem expectativa de movimentar mais de R$ 700 milhões com seu IPO, que já tem até estreia prevista na B3: a precificação acontecerá no dia 19/7, entre R$ 23,00 e 28,00, e início de operações no pregão no dia 21/7, como DESK3. Em comum com as suas concorrentes, a Desktop pretende utilizar parte dos recursos para continuar crescendo organicamente e para a compra de concorrentes de menor porte.

O movimento de abertura de capital das provedoras não deve terminar em julho. Para outubro, está previsto a oferta pública inicial da Vero, da Vinci Partners, que pretende movimentar cerca de R$ 1,5 bilhão com seu IPO.

Outra em vista entrar no processo e a Conexão, de Bariri, interior de São Paulo, que chegou a protocolar pedido na CVM mas agora reavalia sua estratégia de abertura de capital. A EB Fibra, dona da Sumiticy (RJ), a Mob Telecom (Ceará) e a Vip Telecom (Grande São Paulo), são outras companhias de olho no mercado, à espera do melhor momento para lançarem-se com todo apetite ao mercado da B3.

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