Cineasta aposta alto em adaptação de 250 milhões de dólares da jornada de Ulisses, história que moldou a narrativa ocidental - e que ainda causa fascínio
Por Raquel Carneiro
Um homem astuto vagueou por vinte anos longe de casa, narra o poeta Homero na monumental Odisseia. Datada do século VIII a.C., a epopeia discorre sobre a trajetória do herói grego Odisseu (ou Ulisses, na alcunha romana), rei de Ítaca e peça essencial da guerra de Troia - confronto descrito na Ilíada, também de Homero. O período abarca desde a saída de Odisseu do lar rumo ao conflito até seu longo retorno, repleto de empecilhos plantados pelo deus do mar, Poseidon: no caminho ele encontra gigantes canibais e sereias maléficas, um ciclope assassino, uma feiticeira ardilosa, entre outros entraves destinados a mantê-lo longe de sua esposa, Penélope, e do filho, Telêmaco. O épico que ajudou a moldar a literatura ocidental já inspirou diversas adaptações no cinema e na TV - e ganha na quinta-feira 16 uma versão superlativa: munido de 250 milhões de dólares, o cineasta Christopher Nolan lança A Odisseia (The Odyssey, Reino Unido/Estados Unidos, 2026) - o filme mais ambicioso de um diretor que nunca prezou pela modéstia.


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https://veja.abril.com.br/cultura/a-odisseia-filme-de-christopher-nolan-almeja-ser-o-epico-dos-epicos/





