Outra opção em estudo é a venda em separado da marca de moda feminina pelo grupo
Por Cynthia Decloedt (Broadcast), Altamiro Silva Junior (Broadcast) e Gabriel Baldocchi (Broadcast)
Enquanto os sócios da Azzas procuram se entender, assessores financeiros e jurídicos da varejista de moda trabalham em um mandato para levantar recursos por meio da marca de maior sucesso do grupo neste momento no exterior, a Farm. Uma das opções em estudo é uma oferta de ações (IPO) nos Estados Unidos.
A empresa contratou o Morgan Stanley para trabalhar em alternativas estratégicas para a marca. Além do IPO, a outra é a venda. O grupo tem ainda os escritórios Mattos Filho e Pinheiro Neto como assessores jurídicos nas discussões de um IPO. Um grupo de trabalho foi montado para avaliar o tema, de acordo com fontes.
A Farm é avaliada em cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,17 bi pelo câmbio de hoje), valor superior que o da própria Azzas, de R$ 3,8 bilhões, e responde por mais de 40% das receitas do grupo, que tem 28 marcas, como Hering, Reserva e Arezzo.
Expansão internacional pesa em Wall Street
A identidade colorida e forte da carioca Farm ganhou endereço em Nova York em 2019, no alternativo bairro do Soho, e rapidamente se expandiu para outros quatro grandes centros urbanos norte-americanos. Hoje, a Farm Rio, como a marca é levada lá fora, está em 18 países. "A empresa tem uma ótima história para contar em um IPO nos EUA", diz uma fonte.A marca é vista como a "joia da coroa" do grupo Azzas, com uma combinação de crescimento de dois dígitos (a maior parte da operação internacional) e rentabilidade elevada.
Para chegar em qualquer uma das alternativas, o IPO ou a própria venda, a Farm tem de ser "retirada" da Azzas, ou seja, terá de se tornar uma companhia independente. Esse processo, também conhecido como carve out, passa por uma decisão dos sócios, que é sabido seguem discutindo uma solução para todo o grupo.
Procurada, a Azzas reiterou comunicado ao mercado em que confirmou a contratação do Morgan Stanley para buscar alternativas para a Farm. Procurados, Mattos Filho e Pinheiro Neto não comentaram.
Estadão
https://www.estadao.com.br/amp/economia/coluna-do-broad/azzas-avalia-potencial-abertura-de-capital-da-farm-nos-eua/





