Coordenador do grupo Prerrogativas, advogado Marco Aurélio de Carvalho, é defendido no PT para substituir Lewandowski - Ronny Santos - 13.dez.25/Folhapress |
Defendido no PT, coordenador do Prerrogativas diz que pretende seguir na sociedade civil

Defendido no PT, coordenador do Prerrogativas diz que pretende seguir na sociedade civil

  • Nome de Marco Aurélio de Carvalho ganhou força no entorno de Lula para substituir Ricardo Lewandowski
  • Advogado afirma que fica honrado com a lembrança, mas que quer participar da campanha do presidente

Danielle Brant

Defendido por nomes do PT próximos ao presidente Lula para substituir Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça, o coordenador do grupo jurídico Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, afirma que não houve um convite formal para o cargo, mas que pretende seguir atuando na sociedade civil.

"Estou absolutamente tranquilo com essa sucessão. Acredito que o presidente vai fazer a melhor escolha possível e que tem grandes opções para poder permitir que o governo continue avançando frente aos desafios da segurança pública e a outros temas relacionados ao Ministério da Justiça", diz ao Painel.

Carvalho se diz honrado com a lembrança. "Mas acho que o presidente imagina que posso cumprir um outro papel", disse. "Pretendo seguir na sociedade civil, onde quero auxiliar o presidente Lula a vencer nas eleições de 2026, derrotando de uma vez por todas o bolsonarismo."

O advogado defende também a recriação do Ministério da Segurança Pública, mas diz que a medida depende da aprovação da PEC da Segurança Pública, em tramitação na Câmara dos Deputados. "É fundamental que os papéis dos entes federativos sejam rigorosamente definidos, para que o governo possa, de fato, avançar no combate à criminalidade e para que ele possa enfrentar com efetividade as mazelas da segurança pública nos estados e no país", diz.

O nome de Marco Aurélio de Carvalho ganhou força desde que Lewandowski sinalizou que deixaria o cargo nesta sexta-feira (9). Apesar da preferência de ala petistas que inclui ex-presidentes do partido e pessoas próximas a Lula, aliados dizem que o coordenador do grupo jurídico tem desencorajado os apoios por priorizar a construção de palanques à reeleição do petista.

Folha de S.Paulo
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